Hegel Para Professores O Filosofo Do Saber Absoluto

Hegel Para Professores
  • Paperback
  • 9781541318823
  • december 2016
  • 162 pagina's
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Samenvatting

I


(a5,152 páginas) - Por que Hegel para professores, o chamado filosofo do saber absoluto?


Respondo-vos:


A filosofia de Hegel (1770-1831) a partir do séc.XX experimentou e, ainda hoje – alvorecer do séc. XXI –, tem experimentado um grande renascimento, e tal fato deveu-se e deve-se, em grande parte, a quatro importantes motivos:


Porque Hegel foi redescoberto e reavaliado como progenitor filosofico do marxismo (e não somente por marxistas de orientação filosofica);
Porque a perspectiva historica (de busca pelo conhecimento) que Hegel colocou em tudo, em sentido geral, além de Karl Marx, influenciou também:


A filosofia de Foucault (1926-1984), com o seu chamado Método Arqueologico;
A filosofia de Nietzsche (1844-1900), com a sua "Genealogia da moral" e com a chamada "teoria das três transformações do espírito" (o camelo, o leão e a criança);
As filosofias de Sartre e Heidegger, com seus diferentes existencialismos, e também as de muitos outros;


Porque, à época, e mais ainda hoje, tem sido crescente o reconhecimento da importância dos seus fundamentos epistemologicos (fenomenologico, sob as bases do seu idealismo dialético) de busca pelo conhecimento.
Porque importantes filosofos (Georg Lukács, Herbert Marcuse, Theodor Adorno, Ernst Bloch, Alexandre Kojève e Gotthard Günther) foram e, outros, ainda hoje, têm sido responsáveis diretos e indiretos pelo renascimento de Hegel, colocando em evidência os fundamentos epistemologicos da sua filosofia ou Fenomenologia do Espírito.


II


Entretanto, na mesma via, nenhum filosofo foi e/ou tem sido tão mal traduzido ou interpretado quanto Hegel. Sua filosofia foi em muitos casos deturpada de maneira trágica e, até hoje, devido a esse motivo, tem sido incompreendida ou mal compreendida por muitos, na sua maioria professores. Ou seja, muitos que falaram sobre Hegel não sabiam o que falavam ou, sabendo o que falavam, não souberam corretamente dele falar. Certamente isso se deve ao fato de, por ter sido criticado e pejorativamente chamado de idealista por filosofos como Feuerbach, Karl Marx (1818-1883), Friedrich Engels e outros, ter sido também, na mesma via, colocado historicamente na condição de pensador conservador, inatista e/ou pré-determinista como Platão, Descartes e tantos outros, ou seja, colocado na condição:


De preservador das injustiças sociais ou do status quo;
De antirrevolucionário.


III


O que se pode dizer, entretanto, e que se verá ao longo deste trabalho é que o idealismo dialético de Hegel, embora o mesmo conceba a natureza como sendo a manifestação da ideia pura, em muito se difere dos idealismos de pensadores clássicos como Platão e modernos como Descartes, uma vez que, para ele, Hegel, as ideias puras, que dão origem à natureza, não são imutáveis, pois o Ser é concebido por ele como Devir (vir a ser) e, a verdade, dentro desse contexto, é compreendida como algo historico, ou seja, como aquilo que se manifesta dialeticamente no tempo. Isto é, Hegel, sem sombra de dúvidas, epistemologicamente falando, deu saltos qualitativos em relação a todos os outros filosofos, e não somente aqueles considerados idealistas.


IV


Mesmo Karl Marx (e Engels), como se sabe, crítico radical de Hegel, ao desenvolver a sua dita filosofia materialista dialética, a sua dita "concepção materialista dialética da historia", se não o plagiou, foi muito pouco original em relação a ele, uma vez que somente inverteu a concepção filosofica do mesmo, ao, por exemplo, defender a ideia de que o processo dialético começa a partir da matéria (natureza) e não da ideia pura, ou seja, desenvolveu praticamente a mesma epistemologia de Hegel e, ao final, apenas sistematizou-a de forma invertida. Isto é, penso que Karl Marx leu tanto Hegel que usou invertidamente o idealismo dialético de Hegel em bases materialistas e econômicas.


V


Não se terá, aqui, todavia, o objetivo de confrontar ou comparar as filosofias de Marx e Hegel, uma vez que, pensa-se que, as ideias do primeiro já se encontram por demais difundidas e conhecidas não somente no meio acadêmico, mas também no universo dos mais diferentes grupos ditos socialistas ou anticapitalistas de todo o mundo.


Pretende-se, aqui, na unidade I, apenas dialogar e/ou estudar, da maneira mais aprofundada e, ao mesmo tempo, didática possível, as ideias desse grande filosofo que foi Hegel, ou seja, buscar melhor compreender a essência da sua filosofia, assim como também as suas importantes contribuições à metafísica, em sentido geral, e à epistemologia, sob as bases da sua fenomenologia do espírito, em sentido específico.


Na unidade II, traremos à tona uma minuciosa e cuidadosa relação dos principais axiomas de Hegel, em consonância com as temáticas desenvolvidas na unidade I, visando-se um aprofundamento do estudo. A partir da unidade III, apresentaremos outros ensaios, discutindo-se problemáticas filosoficas diversas.


Esperamos que, esse livro, de alguma forma, possa contribuir à formação de uma sociedade mais livre, porque mais autônoma, intelectualmente falando e, na mesma via, mais equitativa, democrática, ética e justa, porque também politicamente mais participativa.


O autor





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Paperback
Verschijningsdatum
december 2016
Aantal pagina's
162 pagina's

EAN

EAN
9781541318823

Overige kenmerken

Extra groot lettertype
Nee
Gewicht
227 g
Studieboek
Nee
Taal
pt
Verpakking breedte
152 mm
Verpakking hoogte
9 mm
Verpakking lengte
229 mm

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Portugees
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